
Rio de Janeiro, Brasil
Luisa atua como operadora de som, produtora musical, artista e pesquisadora.
Trabalha em diversas áreas do áudio para cinema, desde a produção à pós produção. Tem experiência com gravação de som direto, composição de trilha sonora, mixagem e masterização. Além do audiovisual, assina também projetos autorais em arte sonora e música experimental, colaborando com artes visuais, dança e teatro através de instalações, performances e trilhas sonoras.
A pesquisa artística de Luisa se fundamenta na gravação de campo como forma de coletar e ativar a memória. Vinda da geografia, compreende a escuta como um modo de leitura territorial — um método íntimo de traçar paisagens por meio da vibração, do ritmo e da ressonância. O som torna-se um arquivo do que persiste, do que desaparece e o que revela as complexidades de uma paisagem, investigando como as presenças humanas, animais e ambientais deixam marcas em um território.
É por meio de dispositivos analógicos e digitais como gravações de campo, samples, beats, rádios, hidrofones e sensores de luz que Luisa (re)constroi narrativas compostas por ritmos, interferências e ruídos.
O processo é lento. Grava, revisita, sobrepõe e distorce sons, permitindo que a ficção emerja do material documental.
Colaborações com artistas da dança, do teatro e das artes visuais expandem essa prática para o corpo e o espaço, onde o som atua como atmosfera.
Apresentou seus trabalhos em mostras coletivas como na Galeria Anita Schwartz (2022, RJ), Galeria Vermelho (2024, SP) e Ayer Ayer (2024, México) tocou em festivais brasileiros como Bienal da Dança (2025, SP), Novas Frequências (2017, RJ) e Aniversário de 10 anos da Mamba Negra (2023, SP) e participou de residências e festivais internacionais como Tsonami (2019, Valparaíso, Chile), LabVerde (2019, Manaus, Brasil), Klang Moor Schopfer (2019, Gais, Suiça), Far Nyon (2023, Nyon, Suiça), entre outros.
EN
Luisa works as a sound operator, music producer, artist, and researcher.
She works across various areas of film audio, ranging from production to post-production. Her experience encompasses location sound recording, soundtrack composition, mixing, and mastering. Beyond the audiovisual realm, she also creates original work in sound art and experimental music, collaborating with visual arts, dance, and theater through installations, performances, and soundtracks.
Luisa’s artistic research is grounded in field recording as a means of gathering and activating memory. With a background in geography, she views listening as a form of reading a territory—an intimate method of tracing landscapes through vibration, rhythm, and resonance. Sound becomes an archive of what persists, what fades away, and what reveals a landscape's complexities, investigating how human and animal presences leave environmental marks on a territory.
Using analog and digital tools—such as field recordings, samples, beats, radios, hydrophones, and light sensors—Luisa (re)constructs narratives composed of rhythms, interference, and noise.
The process is deliberate. She records, revisits, layers, and distorts sounds, allowing fiction to emerge from documentary material.
Collaborations with dance, theater, and visual artists extend this practice to the body and space, where sound acts as an atmosphere.
She has exhibited her work at venues such as Galeria Anita Schwartz (2022, Rio de Janeiro), Galeria Vermelho (2024, São Paulo), and Ayer Ayer (2024, Mexico); performed at Brazilian festivals including the Dance Biennial (2025, São Paulo), Novas Frequências (2017, Rio de Janeiro), and the Mamba Negra 10th Anniversary (2023, São Paulo); and participated in international residencies and festivals such as Tsonami (2019, Valparaíso, Chile), LabVerde (2019, Manaus, Brazil), Klang Moor Schopfer (2019, Gais, Switzerland), and Far Nyon (2023, Nyon, Switzerland), among others.